A rentabilidade dos últimos 12 meses do Fundo de Certificados de Reforma (FCR) baixou para os 2,92% em abril, segundo o folheto informativo mensal do Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (IGFCSS).

Trata-se de uma descida face aos 3,38% divulgados na comunicação relativa a março.

A 11 de maio, a rentabilidade dos últimos 12 meses do FCR fixou-se nos 2,92%, com o valor total da carteira do fundo dos certificados de reforma a rondar os 30,97 milhões de euros.

O desempenho menos positivo dos chamados PPR do Estado em abril explica-se sobretudo pela descida das rentabilidades associadas a ações (de 11,06% para 4,18%), que atualmente apresentam um peso de 22,45% no total da carteira.

As rentabilidades relativas a ativos de dívida da OCDE, com um peso atualmente de 51,47% na carteira, apresentou igualmente uma rentabilidade positiva (2,60%), mas inferior à conseguida no mês anterior (2,07%).

Já as rentabilidades associadas a ativos de dívida pública portuguesa, com um peso de 25,57% na carteira do FCR, conseguiram um ligeiro aumento face a abril, passando de 4,34% para 4,51%.

Os certificados de reforma do setor público, que entraram em vigor em março de 2008, são um mecanismo de fomento à poupança e que visa permitir aos subscritores ter uma pensão mais elevada na altura da reforma.

O instrumento, previsto na Lei de Bases da Segurança Social, é um regime de capitalização, de adesão individual e voluntária, cuja organização e gestão é da responsabilidade do Estado.

As contribuições de cada aderente são depositadas na sua conta, convertendo-se em certificados de reforma, e integram um fundo autónomo, gerido pelo Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social.

O trabalhador inscrito na Segurança Social pode optar por descontar 2% ou 4% da remuneração média ou 6% para os aderentes com 50 ou mais anos.