A Google vai instalar a partir de junho, em Oeiras um centro de serviços, hub tecnológico para a Europa, Médio Oriente e África. O investimento vai criar 500 empregos qualificados, anunciou o primeiro-ministro.

António Costa fez este anúncio em Davos, na Suíça, no âmbito do Fórum Económico Mundial, numa conferência intitulada Porquê Portugal, porquê agora

Entre muitos investimentos em perspetivas destaco um: Portugal vai em breve acolher um investimento da Google, que arrancará logo com a criação de 500 empregos qualificados".

"Havia vários países a disputar este investimento da Google. A gigante tecnológica americana escolheu Portugal", adiantou entretanto à TVI fonte do gabinete do primeiro-ministro.

Os pontos fortes de Portugal

Em Davos, Costa referiu este investimento da Google na sua intervenção dedicada a apresentar Portugal a investidores estrangeiros como um país competitivo, sobretudo em matéria de captação de startup e investimentos tecnológicos.

O chefe de Governo frisou que Portugal apresenta as vantagens competitivas de ser um país com cidadãos que falam bem línguas estrangeiras, que tem boa formação académica no ramo das engenharias e que "investe forte na educação".

Estas companhias também sabem que Portugal é uma porta para diferentes continentes [e] tem uma política atrativa para investimentos tecnológico e está a acelerar a aplicação dos fundos estruturais europeus".

Deu exemplos de como o país é atrativo: "Para além de novos investimentos, verifica-se também que empresas de grande dimensão, que estão há muitos anos em Portugal, como a Siemens ou a Bosch, encontram-se agora a reforçar os seus investimentos".

Equilíbrio nas contas públicas e incentivos fiscais

Ao longo do dia de hoje, quer na entrevista que concedeu à Euronews logo pela manhã, quer na intervenção na conferência dedicada a Portugal, António Costa procurou sempre evidenciar o percurso do país em matéria de consolidação orçamental.

Em sucessivas intervenções públicas, o primeiro-ministro salientou fatores macroeconómicos como a "redução progressiva e acentuada do défice, a diminuição da dívida, a antecipação do pagamento de tranches do empréstimo contraído em 2011 junto do Fundo Monetário Internacional (FMI) e, em consequência, aumento do ‘rating’ por parte de duas das principais agências de notação financeira internacionais".

Além de consolidação das contas públicas, Portugal apresenta um quadro fiscal estável".

Costa passou estas mensagens perante vários investidores internacionais, assim como diretores e editores de órgãos de comunicação social internacionais. A plateia era maioritariamente composta por cidadãos estrangeiros.

Marcaram igualmente presença, nesta conferência, os ministros da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e das Finanças, Mário Centeno.