O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, defende que “foi sábio nomear alguém que vem da Europa do Sul” para presidir ao Eurogrupo. Jean-Claude Juncker escusou-se a dar conselhos a Mário Centeno, com quem tem previsto encontrar-se “em breve”.

Juncker falava numa conferência de imprensa em Sófia, por ocasião do lançamento da presidência semestral búlgara do Conselho da União Europeia, sensivelmente na mesma altura em que, em Paris, Mário Centeno recebia a “pasta” do seu antecessor, o holandês Jeroen Dijsselbloem.

Nesse momento, o presidente da Comissão saudou “o novo presidente do Eurogrupo” e congratulou-se por agora ter sido escolhido um ministro do Sul, “o que não se deve confundir com o Club Mediterranée”, ao contrário do que pensam “alguns ortodoxos do Norte da Europa”.

Apontando que não gosta de “dar conselhos”, Juncker sublinhou que Centeno “será o terceiro presidente permanente do Eurogrupo”, e irá encontrar-se, em breve, com aquele que “foi o primeiro”, referindo-se a si próprio (o luxemburguês assumiu a presidência do fórum informal de ministros das Finanças da zona euro entre 2005 e 2013, dando então lugar a Dijsselbloem).

Fontes europeias indicaram à Lusa que o encontro ainda não tem data fixada. O que já se sabe é que Centeno se desloca a Bruxelas a 22 de janeiro para presidir nesse dia à sua primeira reunião do Eurogrupo.

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