António Costa recusa fazer qualquer outro comentário sobre o IRS no Orçamento do Estado para 2017.

Em reposta à TVI, sobre se o primeiro-ministro estaria em condições de assegurar que o imposto sobre o rendimento das famílias não vai subir, nem nos escalões mais elevados, o chefe do Executivo sorriu mas não respondeu.

Ontem era dia 8 e disse-lhe que era cedo para falar do Orçamento e hoje é dia 9 e ainda não é tempo de falar do Orçamento [que será apresentado no dia 15 de outubro]. Mas ainda hoje o senhor ministro das Finanças fez uma declaração bastante clara sobre esse tema”, disse Costa acrescentado que estava em Atenas, capital da Grécia, por outro assunto. Uma cimeira de líderes dos países do sul da União Europeia (UE), de preparação para a cimeira informal dos Estados-membros da União Europeia marcada para a próxima semana.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, disse hoje em Bratislava, numa reunião informal do Eurogrupo, que os impostos vão descer em 2017 para a generalidade dos portugueses. A questão é de que forma e para quem e Centeno foi evasivo quando questionado, diretamente, sobre que acontecerá ao IRS, apenas disse que o número de escalões não irá aumentar.

Emprego: Costa espera "respostas concretas" na cimeira

O primeiro-ministro disse ainda aos jornalistas que espera que na reunião informal dos líderes europeus em Bratislava, na próxima semana, surjam "respostas concretas" sobre temas que motivam "angústia" nos cidadãos, como o crescimento económico e o emprego.

É prioritário que saibamos sair de Bratislava com respostas concretas ao maior fator de angústia para os cidadãos, que tem a ver com as perspetivas de crescimento económico na Europa, de criação de emprego, em particular para os jovens, e perspetivas de termos futuro numa comunidade partilhada"

Defendeu a "combinação de diálogos", já que é " sse esforço que temos de fazer para que não possamos continuar a ignorar os sinais inequívocos que os cidadãos vão dando de insatisfação relativamente ao estado em que a Europa se encontra". Ilustrou, dizendo que "o Brexit não foi um acaso, a subida da extrema-direita em muitos países não é um acaso, a subida de populismo noutros países não é um acaso".

Para António Costa, a cimeira de hoje - que é a primeira reunião de chefes de Estado e de Governo de países do sul da UE - "não é para dividir, é para unir".

É zona de fronteira externa muito extensa, de Chipre a Portugal, sob uma forte pressão. É necessário agir conjuntamente para a proteger. Temos de ter aqui um esforço de solidariedade partilhada, designadamente para responder à crise migratória, que tem atingido muito fortemente a Grécia, mas também como a Itália, e a Europa tem de responder como um todo para poder assumir as suas responsabilidades internacionais de assegurar proteção a quem dela carece"