O Presidente da República disse esta segunda-feira que Portugal apresenta «factos e não apenas palavras» quanto ao desempenho da economia, referindo-se ao défice orçamental poder ser inferior a 3% em 2015.

De acordo com a previsão do Governo, Portugal terá um défice orçamental abaixo dos 3% em 2015.

«Se isto se verificar, significa que Portugal está em condições de sair do procedimento dos défices excessivos, isto é qualquer coisa que nós não conseguiríamos antecipar há cerca um ano atrás. É um contributo da maior importância para reforçar a confiança dos mercados internacionais e junto dos investidores. Quer dizer que Portugal apresenta factos e não apenas palavras», frisou Aníbal Cavaco Silva.

O Presidente da República falava em Paris, na sede da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), numa conferência de imprensa conjunta com o secretário-geral desta organização, Angel Gurría.

O PR afirmou ainda que a taxa de crescimento da economia portuguesa em 2015 poderá ser de 2% devido à quebra do preço do petróleo e à depreciação do euro. 

Cavaco Silva deixou ainda um pedido dirigido à comunidade internacional: «Não nos podemos enganar a nós próprios, não basta aquilo que cada Estado membro faz. É preciso que a União Europeia no seu conjunto, a OCDE e os países que a compõem e até o G20 deem o seu contributo fazendo as reformas necessárias para que a economia progrida a um passo mais acelerado».

Cavaco Silva agradeceu ainda ao secretário-geral o apoio a Portugal por parte da OCDE na preparação de relatórios que considerou serem importantes para a competitividade na economia e para a valorização dos recursos humanos.

O chefe de Estado aproveitou para anunciar que o secretário-geral da OCDE estará no dia 01 de abril em Portugal a apresentar um relatório relativo à estratégia para as competências dos recursos humanos e os novos indicadores de desenvolvimento regional.

«Esses dois relatórios merecem uma menção especial porque para ganhar competitividade nos mercados internacionais Portugal precisa de reforçar a qualidade dos seus recursos humanos e precisa de apostar na investigação e na inovação», disse Cavaco Silva.