A poupança das famílias voltou a subir em junho, pelo segundo mês consecutivo, fixando-se nos 75,4 pontos, segundo o indicador da APFIPP/Universidade Católica.

Em maio, o indicador tinha registado uma ligeira subida (71,8 pontos face a 69,7 pontos em abril), refletindo um aumento da poupança corrente no quarto trimestre de 2014 e a revisão em alta do Produto Interno Bruto (PIB) nominal do primeiro trimestre de 2015.

A Universidade Católica refere que a atualização dos dados da poupança deste mês mostra que, apesar do aumento verificado em junho, a tendência da poupança das famílias, medida pela variação trimestral da série alisada, se mantém, ainda que ligeiramente, em terreno negativo desde meados de 2012.

“Isto exprime que, em média, a tendência da poupança das famílias tem diminuído muito ligeiramente, em percentagem do PIB, desde essa data”, cita a Lusa.

Desde julho do ano passado que o indicador de poupança da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP)/ Universidade Católica vinha apresentando aumentos mensalmente até que em outubro registou uma queda face ao mês anterior, tendo depois voltado a subir até nova descida em fevereiro.

O indicador inclui os dados do Instituto Nacional de Estatística (já de acordo com o novo Sistema Europeu de Contas, o SEC2010, e com a nova base 2011) e da poupança financeira do Banco de Portugal.

O indicador de poupança assumiu o valor 100 no último trimestre de 2000 quando a taxa de poupança foi de cerca de 8% do PIB.

Assim, cada 12,5 pontos do indicador representam cerca de 1% do PIB. Quando o indicador atinge o valor 125, a poupança das famílias é cerca de 10% do produto.