Costa não quer fazer promessas, mas confrontado sobre o que ganhará Portugal com a ida de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo, pela líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, disse que o país tinha que ir a jogo.

Catarina Martins questionou, depois de dar os parabéns a Mário Centeno: “Esqueçamos por um momento que o Eurogrupo é um grupo informal que serviu para impor políticas de austeridade ao sul da Europa”, disse. “Esqueçamos que no Eurogrupo se insultou Portugal. Esqueçamos tudo isto e pensemos: o que se vai fazer ao Eurogrupo?”

“Numa associação a 19 ninguém pode por si só assegurar qual é o resultado final. Uma coisa sabemos: quem não vai a jogo perdeu à partida. Temos de entrar em jogo da melhor forma possível, e é melhor entrar a presidir aquele grupo do que participar sem o presidir”, respondeu o chefe de Governo.

Sobre a ideia de que quem manda na Europa é a Alemanha, Costa rejeita-a. “Essa ideia de que na Europa dos 19 só um é que manda é derrotista e não a podemos assumir. Somos tão iguais no Eurogrupo como qualquer outro estado-membro (…) Não vamos ter outra vez o presidente do Eurogrupo a falar mal dos países do sul”, como fez o presidente, ainda em funções, Jeroen Dijsselbloem.