A Câmara de Lisboa arrecadou hoje 9.295.202,00 euros com a venda, em hasta pública, de cinco frações autónomas e de três terrenos, informou hoje o município, indicando que os compradores são portugueses.

Em nota enviada à agência Lusa, o diretor municipal de Gestão Patrimonial informou que, na hasta pública realizada no edifício da autarquia no Campo Grande, “apresentaram-se 17 entidades, todas portuguesas, sendo cinco particulares e 12 empresas”.

Ao todo, estavam para venda “sete parcelas de terreno para construção e cinco frações autónomas para uso não habitacional”, sendo que “os quatro ativos não alienados são lotes ou parcelas de terreno para construção”, acrescenta António Furtado.

As cinco frações autónomas – todas vendidas – situam-se nas freguesias de Santa Maria Maior (Residências do Martim Moniz e Rua Áurea), do Lumiar (Rua Bento Jesus Caraça) e da Misericórdia (Rua do Vale).

Quanto às parcelas de terreno alienadas, localizam-se em Belém (Rua Horta e Silva), no Parque das Nações (Rua Conselheiro Lopo Vaz) e em Santa Maria Maior (Rua Áurea).

As que ficaram por vender são duas parcelas de terreno em Belém (Rua Dom Jerónimo Osório e Rua Gregório Lopes) e dois lotes de terreno no Lumiar (Quinta dos Alcoutins).

Foram feitos 81 lanços na praça, com a maior concorrência a acontecer para uma parcela de terreno para construção na Rua do Vale, na freguesia da Misericórdia”, observa o responsável.

Ainda assim, no que toca a valores, o imóvel vendido a um preço mais elevado foi uma parcela de terreno na Avenida Recíproca, arrematada por 5.940.000,00 euros.

No total, “os oito ativos alienados renderam ao município um total de 9.295.202,00 euros, quando o valor base de licitação era 8.764,000,00”, adianta António Furtado.

Em comunicado hoje divulgado, a direção de campanha da candidata do PSD à presidência da Câmara de Lisboa informa que Teresa Leal Coelho “acompanhou a hasta pública de venda de património da autarquia realizada esta sexta-feira no Campo Grande”.

Teresa Leal Coelho tem vindo a denunciar a venda indiscriminada de património por parte da Câmara Municipal de Lisboa”, refere a nota enviada à Lusa, assinalando que “a candidatura do PSD defende uma inversão na política de gestão do património e dos recursos financeiros” da autarquia.

 

Teresa Leal Coelho assume o compromisso de acompanhar a utilização da receita que hoje será arrecadada com mais esta venda de imóveis”, lê-se ainda.