O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, disse esta quinta-feira que depois da última decisão do Tribunal Constitucional (TC), o Governo «já pode respirar de alívio» e voltar urgentemente às negociações em torno da atualização do salário mínimo nacional.

«Há condições, agora que o Governo já pode respirar de alívio, para, naturalmente, voltar às mesas das negociações a necessidade urgente de se resolver os problemas da política de rendimentos e do salário mínimo nacional», disse o sindicalista, referindo que o Executivo tem agora «algum desafogo do ponto de vista orçamental» para discutir estas matérias.

A líder da UGT falava no final de uma reunião com o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, no âmbito da reforma do IRS.

O TC declarou na quarta-feira constitucional a norma do Orçamento Retificativo que alarga a contribuição extraordinária de solidariedade e também validou decisão do Governo de encaminhar para o Tesouro metade das receitas arrecadadas com susbsistemas de saúde.

A UGT defende a atualização para os 500 euros, a partir de 01 de julho, exigindo o pagamento de retroativos referentes ao período entre a data e a efetiva entrada em vigor do novo salário mínimo.