O Banco de Portugal lançou hoje um alerta sobre várias supostas entidades financeiras que dizem conceder crédito a taxas de juro abaixo das praticadas no mercado, mas depois pedem pagamentos em dinheiro sem que seja concedido crédito.

A entidade dirigida por Carlos Costa explica que tem sido posta a par de várias situações de instituições que se apresentam «junto do público como instituições financeiras, dizem conceder crédito a taxas de juro abaixo do valor de mercado, sem necessidade, em regra, da apresentação de quaisquer garantias».

«Após uma primeira fase de solicitação dos elementos informativos alegadamente necessários à celebração do contrato de mútuo e de disponibilização da minuta e condições do contrato a celebrar, estas supostas entidades pedem aos seus potenciais clientes a entrega de quantias em dinheiro, sem que, aparentemente, venha depois a verificar-se a efetiva concessão do crédito prometido», refere o Banco de Portugal, em comunicado.

O pedido de pagamento junto dos potenciais clientes é justificado com «custos administrativos, despesas para estudo do plano de concessão de crédito, pagamento de seguros, taxas e despesas inerentes à concessão do empréstimo», entre outras hipóteses.

O Banco de Portugal recorda que as instituições financeiras autorizadas têm de estar registadas junto do banco central e pede que qualquer contratação de quaisquer produtos ou serviços financeiros seja sempre precedida «de uma cuidada verificação da legitimidade das entidades que oferecem ao público tais produtos ou serviços» na página do próprio Banco de Portugal (http://www.bportugal.pt/pt-PT/Supervisao/Paginas/Instituicoesautorizadas.aspx) .