O Banco de Portugal quer que seja desencadeado, na próximas semanas, o processo para atrair investidores privados para o capital social do Novo Banco, que ficou com os ativos considerados não problemáticos do BES, escreve a Lusa.

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Carlos Costa foi esta quinta-feira ouvido no Parlamento e, na intervenção inicial, repetiu o que já tinha dito, no domingo, quando, na primeira comunicação em quatro anos de mandato, justificou o resgate ao BES.

Além disso, o responsável pelo regulador e supervisor bancário deu conta dos próximos passos que quer que sejam tomados neste processo.

«Nas próximas semanas, será necessário assegurar que nenhum aspeto é descurado», disse Carlos Costa, adiantando que será feita uma auditoria pela consultora PwC aos ativos, passivos e elementos extrapatrimoniais transferidos do BES para o Novo Banco.

Será ainda «desenvolvida a colocação do Novo Banco em acionistas privados», disse o Governador.

Para isso, afirmou, o Fundo de Resolução vai contratar um assessor financeiro para conseguir uma «solução transparente e que maximize o valor do Novo Banco».

«O novo banco tem uma quota significativa do mercado financeiro português. Tem condições para continuar a afirmar-se e valorizar-se no mercado. Há condições para reestruturar a sua estrutura acionista», afirmou Carlos Costa, que considerou que assim poderão ser atraídos investidores que já tinham mostrado interesse em entrar no capital do BES antes de serem conhecidos os prejuízos de 3,6 mil milhões de euros no primeiro semestre.