A necessidade de cobertura de provisões e de pagar os instrumentos híbridos (CoCos) ao Estado podem forçar o BCP a um reforço de capital até 3,9 mil milhões de euros, segundo o Haitong Bank.

"Após os aumentos de capital do Popular [Espanha] e do Popolare (Itália), o BCE parece ter mudado a sua abordagem aos bancos com elevados stocks de exposições problemáticas e baixos níveis de cobertura, que nós acreditamos que podem eventualmente incluir o BCP", lê-se numa nota de análise do Haitong, que é citada pela Lusa.

O banco de investimento considerou que o supervisor europeu pode obrigar estes bancos a avançarem, desde já, com a cobertura da maioria das provisões.

Em conjunto com o pagamento dos CoCos ao Estado - cujo montante ascende a 750 milhões de euros - pode estar em causa uma necessidade de capital para o BCP entre os 2,2 mil milhões de euros e os 3,9 mil milhões de euros.

Antes de decidir se apresentava ou não proposta pelo Novo Banco - o que acabou por não acontecer - o presidente do BCP, Nuno Amado, disse não ter intenções de aumentar capital para adquirir aquela instituição. O Millennium BCP vai manter uma “super” disciplina financeira e na melhoria do negócio, assegurou.