Os cinco candidatos às subconcessões do Metropolitano de Lisboa e da Carris são portugueses, franceses, espanhóis e britânicos, adiantou esta segunda-feira o Ministério da Economia.

Apresentaram uma proposta conjunta para a subconcessão das duas empresas a transportadora parisiense RATP (Régie Autonome des Transports Parisiens), a britânica National Express e a espanhola Avanza.

Na Carris estão interessados ainda a Barraqueiro - que faz parte do consórcio que recentemente venceu o concurso para a privatização da TAP – em conjunto com a TCC (Transports Ciutat Comtal), que integra o consórcio que venceu o concurso público para a subconcessão da STCP, transportes públicos do Porto.

Para a gestão do Metro de Lisboa candidatou-se ainda a francesa Transdev.

"Temos um processo competitivo como o Governo esperava e agora é preciso que a empresa e o próprio júri façam todos os procedimentos que se seguem, no sentido de podermos rapidamente tomar uma decisão", disse o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, sem acrescentar pormenores, à margem da "Conferência Portugal-Timor Leste", na Assembleia da República.

Em declarações à Lusa, no início de junho, o presidente da Transportes de Lisboa, Rui Loureiro, revelou que os contratos das subconcessões do Metropolitano de Lisboa e da Carris deveriam estar assinados a partir de 15 de julho.

De fora desta subconcessão fica a Carristur, empresa dedicada ao turismo detida pela Carris.

O Governo aprovou a 26 de fevereiro a subconcessão do Metro e da Carris e, em março, foi publicado em Diário da República o anúncio do concurso público internacional.

Entretanto, a 5 de maio, a Câmara de Lisboa informou que o Tribunal Administrativo de Lisboa aceitou as providências cautelares interpostas pelo município contra a subconcessão das duas empresas públicas, suspendendo os concursos.

Num comunicado divulgado no mesmo dia, o gabinete do secretário de Estados das Infraestruturas, Transportes e Comunicações anunciou que a Carris e o Metropolitano entregaram no Tribunal Administrativo uma “resolução fundamentada” no interesse público que travou a suspensão dos concursos.