A Ryanair decidiu prolongar os cancelamentos de voos - aos milhares - até março de 2018. A decisão foi anunciada hoje e é acompanhada de uma série de outras decisões que vão afetar o funcionamento da companhia e, claro, quem reservou voos. Há cerca de 400 mil passageiros afetados, no total. Isto porque 18 mil viagens que já não vão acontecer.

A companhia aérea low cost vai operar com menos 25 aeronaves durante o inverno e, com isso, haverá "uma série de mudanças nos voos e reagendamentos de novembro a março de 2018", informa em comunicado, publicado na sua página da Internet. Uma notícia que pode desiludir muitos passageiros uma vez que há voos que coincidem com as férias de Natal.

Temos menos de 400 mil clientes com reservas para esses voos". 

A companhia diz que já avisou hoje, por e-mail, os passageiros que tinham reservas. Um aviso que chega "entre cinco semanas e cinco meses de antecedência" relativamente à data dos voos.

[Os passageiros serão compensados] com voos alternativos ou reembolsos completos das suas passagens aéreas. Também receberão um vale de viagem de € 40 (retorno de 80 €) que lhes permitirá reservar - em outubro - um voo em qualquer serviço da Ryanair entre outubro e março de 2018".

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Na primeira onda de cancelamentos, neste mês de setembro, a Ryanair veio complicar a vida a 315 mil passageiros passageiros. Em causa, estiveram 2.100 voos, com um custo para a companhia de 25 milhões de euros. A esses passageiros, "a cada um", será igualmente dado o mesmo valor de compensação para o mesmo período de tempo.

Este voucher de voo é complementar ao realojamento / restituição do voo que os clientes receberam na semana passada e aplicável à compensação que eles podem reivindicar e receber nas próximas semanas".

O Governo português está a seguir a par e passo esta polémica com a Ryanair e admite aplicar multas à companhia.

A Ryanair assegura, no mesmo comunicado, que "a partir de hoje não há risco de cancelamentos de voos relacionados com esta lista". E garante que planeia recrutar 120 novos pilotos dentro das "próximas semanas" para evitar que tal volte a acontecer.

Quando a polémica rebentou, o presidente-executivo da Ryanair, Michael O’Leary, assegurou que não foi a falta de pilotos que levou aos cancelamentos, mas a um “erro” na distribuição de férias, tendo assumido “toda a responsabilidade pessoal”. Pediu desculpa nessa altura. Voltou a fazê-lo hoje.