A Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) e Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) estiveram esta manhã no Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, liderado por Pedro Marques.

Em causa não só o preço dos combustíveis, que não para de aumentar, mas também o estado a que chegou o setor disse, na sexta-feira, à TVI24 Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP), Márcio Lopes.

Hoje, à saída do encontro, Mário Lopes disse que "vai ser feito um trabalho em conjunto, durante os próximos dias, que engloba todo o setor incluindo motoristas."

Ontem, depois da reunião, pelas 22 horas, com o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. d'Oliveira Martins, os camionistas e empresários do setor decidiram manter com a paralisação, marcada para hoje. Uma paralisação que, afinal, está a ter fraca adesão e que não se sabe bem se continua. Segundo um dos mobilizadores da iniciativa, "se houver aderentes será possível juntar mais gente no dia de hoje", disse à TVI24.

Já o presidente da ANTP assegura que não foi uma convocação/ promoção da associação que lidera, mas assume que houve empresários que lhes pediram para "dar voz e cara ao movimento." 

Apesar da fraca adesão, o presidente da ANTP assume que o esforço deu frutos porque conseguiram ser recebidos pelo Governo.

Mário Lopes diz que estão a lutar por todos, "por melhores condições e salários", e que sentiu "abertura do Governo" para o diálogo. "Há uma proposta em cima da mesa que queremos apresentar mais detalhadamente até final do dia", acrescentou. 

Quanto à proposta em si, pedem melhores condições de trabalho para os motoristas, "que são tratados abaixo de animal", a indexação dos preços dos combustíveis às faturas, um máximo de pagamento das faturas a 30 dias - muitas são pagas a 60, 90 e até 120 dias. Acresce o pedido do "cancelamento de todos os alvarás novos de transporte" porque, diz, "há um grande número de empresas novas nos setor que anda a estragar preços."

A ANTRAM também não dito, nem que sim, nem que não a esta paralisação. Após a reunião com no ministério da tutela, a associação refere em comunicado que também propôs, soluções que permitam a viabilidade do setor, entre elas o "alargamento do regime do gasóleo profissional, majoração com custos de combustíveis e benefícios fiscais."

No encontro, a ANTRAM solicitou, ainda, que "o setor passe a ser abrangido pelo Regime Fiscal de Apoio ao Investimento (RFAI), já a partir de 2019, e que possa ser concedido, também e ainda em 2018, um Crédito Fiscal Extraordinário ao Investimento (CFEI). Por fim, saliente-se a proposta relacionada com o benefício fiscal, centrada na isenção de mais-valias em sede de IRC, quando reinvestidas na aquisição de veículos de mercadorias."

E acrescenta a associação que aguarda, "no prazo de quatro dias, feedback do secretário de Estado relativamente à proposta apresentada. Findo esse período, e caso não obtenha qualquer resposta, a associação estará totalmente solidária com as ações que as empresas de transporte decidirem definir."