A Oferta Pública de Aquisição do CaixaBank sobre o BPI  continua "viva", apesar do chumbo da proposta de desblindagem dos Estatutos do BPI, defendeu esta quarta-feira o presidente executivo do BPI.

Fernando Ulrich, disse que "a OPA está de pé, está viva" pois esta era apenas uma das condições, destacando que "é uma OPA com a qual tem sido fácil lidar", não afetando a gestão corrente do BPI, até porque foi lançada pelo maior acionista e parceiro de longa data.

Contudo, Mário Silva, presidente do Conselho de Administração da Santoro, da empresária angolana Isabel dos Santos, sugeriu que a OPA chegou ao fim da linha.

"Não reúne as condições que foram enunciadas à partida para ter sucesso e portanto eu diria que sim", que "morreu", afirmou Mário Silva aos jornalistas.

Um pouco antes, em Assembleia Geral (AG), os accionistas do BPI decidiram manter o limite de 20% aos direitos de voto, lançando um 'balde de água fria' na oferta do Caixabank.

"Temos de aguardar, há várias opções ainda possíveis e portanto vamos tranquilamente continuar a seguir o processo. Nós nunca escondemos que gostaríamos de ter outra solução, mais inclusiva que criasse um líder de mercado e que passa pela fusão do Millennium bcp com o BPI. É algo para se ver a seu tempo", acrescentou Mário Silva.
O chairman do BPI, Artur Santos Silva, referiu que o representante do Caixabank, no início da AG, disse que, se a proposta fosse chumbada, "o mais depressa possível, o Caixabank comunicaria a sua posição".

"Neste momento, uma das condições que o Caixabank tinha posto caiu. Agora é o Caixabank que tem de definir o que fazer", disse o chairman do BPI.