Manhã carregada de otimismo na bolsa portuguesa e em toda a Europa, com o PSI20 a subir 0,65% para 4.578,33 pontos depois de a Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos ter mantido as taxas de juro inalteradas mas ter deixado no ar que a subida deve acontecer até dezembro.

No principal índice nacional, o BPI é a estrela da sessão. Com a negociação retomada, o banco, a caminho de se tornar catalão, sobe 3,75% para 1,132 euros. Um pouco abaixo do valor da nova oferta do CaixaBank nos 1,134 euros por título.

Depois de ontem, os acionistas reunidos em assembleia-geral do banco terem aprovado o fim da limitação dos direitos de voto, ficou aberto o caminho ao desfecho da Oferta Pública de Aquisição (OPA) do Caixabank até agora com cerca de 44% do capital.

Os títulos estiveram suspensos durante toda a sessão de ontem já que, após a votação dos acionistas, o regulador exigiu que OPA passasse de voluntária a obrigatória, uma vez que o banco catalão passou a deter mais de um terço dos direitos de voto do BPI. Entretanto, o Caixabank também aumentou a contrapartida da oferta para os tais 1,134 euros por título.

Como o desbloquear da situação, o BPI é também um dos fortes candidatos à compra do Novo Banco. O presidente do banco, Artur Santos Silva assumiu que desblindagem "permite tomar posições" sobre o tema. E Banco de Portugal acredita que agora BPI pode melhorar a sua oferta, que é a preferida do Governo para o NB. Santos Silva garantiu mesmo que a equipa de gestão está "a estudar seriamente a opção" de avançar para o Novo Banco.

Ainda na banca, o BCP cresce 0,64% para 0,0157 euros.

No setor empresarial, seguem destacadas a Mota-Engil, a crescer 2,23% para 1,60 euros, e a Jerónimo Martins, a aumentar 1,43% para 15,245 euros.

Na energia os ventos também são favoráveis, com a Galp destacada a cotar nos 11,775 euros.