Afinal, as cadernetas da Caixa Geral de Depósitos vão continuar a poder ser utilizadas em 2018 como meio de pagamento de serviços, de que são exemplo a luz ou as telecomunicações.

Em junho, um administrador da CGD tinha explicado, num encontro com jornalistas, que a legislação europeia considera que as cadernetas como meio de pagamento não cumprem regras de compliance (cumprimento de regras e transparência) por não terem chip, pelo que iriam deixar de ser utilizadas como meio de pagamento a partir do próximo ano. Contudo, fonte oficial do banco público, depois de contactada pela Lusa, adiantou que não será assim. 

A caderneta continuará a ser utilizada como meio para movimentação de conta em 2018, caso não haja uma alteração legislativa que o impeça”.

A justificação é que apesar de a revisão da diretiva comunitária de serviços de pagamento “entrar em vigor em Portugal em 13 de janeiro de 2018, apenas em 2019 se tornam obrigatórios certos requisitos do cumprimento das mesmas”. Até lá, a caderneta continuará a ser usada.

Para além de permitir fazer pagamentos de serviços nas agências da CGD, a caderneta bancária pode ser usada para levantamentos e depósito de dinheiro ao balcão, e também para funções de consulta e movimentação da conta em caixas automáticas ou no balcão.

No início de 2017, a Caixa passou a cobrar alguns valores em movimentos com cadernetas, para desincentivar o seu uso, como a atualização da caderneta no balcão, que custa 1 €.

O administrador da CGD José Guilherme disse, em junho que, ainda são centenas de milhares os clientes que não têm cartão de débito, mas apenas caderneta.

Em Portugal, as cadernetas mais conhecidas e disseminadas são as da CGD, mas há outros bancos que também as disponibilizam, como o Crédito Agrícola.