A reestruturação da Caixa Geral de Depósitos (CGD) já levou à saída de 117 colaboradores desde janeiro, a que se somam 111 ao abrigo do programa de reformas antecipadas e mais cerca de 200 adesões a consumar até dezembro.

A expectativa da gestão do banco público é alcançar a marca das 300 pessoas só no processo de reformas antecipadas voluntárias que termina este ano, ultrapassando largamente as exigências que havia nesta matéria no plano de reestruturação.

De resto, a CGD encerrou 25 agências e um gabinete de empresas entre janeiro e setembro.

O banco estatal lançou na primavera um programa de reformas antecipadas que, até julho, atraiu o interesse de mais de mil trabalhadores, num processo que vai ser decidido pela administração do banco público até ao final deste ano.

O elevado número de funcionários que manifestaram disponibilidade para aderir a este programa, correspondente a mais de 10% do pessoal da CGD em Portugal, não implica necessariamente a saída de todos estes trabalhadores, já que a equipa de gestão liderada por José de Matos tem a palavra final, decidindo cada processo individualmente.

Na viragem do semestre, a rede doméstica do banco estatal contava com 695 agências, face às 736 no final de junho do ano passado, ao passo que o número de colaboradores desceu de 9.036 para 8.846.

A CGD divulgou hoje as suas contas dos primeiros nove meses do ano, com o lucro a cair 93% para 3,4 milhões de euros.