O Banco Central Europeu tem muitas dúvidas sobre a nova administração da Caixa Geral de Depósitos e, para além disso, pede um plano "urgente" e alternativo ao processo de capitalização que está a ser encetado pelo Governo. A informação foi avançada na noite de domingo pelo ex-líder do PSD, Marques Mendes, na SIC.

O BCE defende assim uma alternativa à capitalização pública, ou seja, uma alternativa à injeção de capital do Estado e, por essa via, dos contribuintes, na CGD. Marques Mendes citou mesmo a dita carta, enviada à administração do banco público português.

“Em virtude das significativas incertezas em torna da recapitalização do banco do Estado, a CGD necessita urgentemente de desenvolver e apresentar ao BCE um plano alternativo para potenciar a sua advocação de capital para a eventualidade de a recapitalização por parte do Estado acabar por se revelar impraticável”

O Conselho de Finanças Públicas advertiu na semana passada que a recapitalização da Caixa é,  precisamente, um dos "riscos relevantes" para o cumprimento das metas do défice.

Depois, o BCE coloca igualmente sérias dúvidas sobre os nomes escolhidos para dirigir a Caixa. O comentador revelou que o regulador expressa dúvidas sobre o número excessivo de administradores previstos, num total de 19, e defende um máximo de 15.

A instituição liderada por Mario Draghi considera ainda na carta que os cargos de  chairman e de presidente executivo deveriam ser ocupados por pessoas diferentes. E recomenda que todos os administradores tenham experiência na banca.