O relator da comissão de inquérito da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Carlos Pereira, considerou, esta sexta-fera, que seria “insensato” uma eventual alteração da lei para contornar a recusa dos oito administradores não executivos pelo Banco Central Europeu (BCE.)

Mudar a lei para acomodar administradores que não passaram no crivo do BCE não é sensato nem sequer me parece que assegure o essencial dos objetivos do Governo”, disse o deputado e vice-presidente do grupo parlamentar do PS, numa reação enviada à agência Lusa sobre as notícias relacionadas com uma eventual alteração legislativa por causa da recusa de oito administradores não executivos para o banco público.

Segundo Carlos Pereira, “o essencial dos objetivos do Governo estão garantidos, designadamente a aprovação da capitalização da CGD, de modo a dar a robustez necessária ao banco e reforçar o papel do banco no relançamento da economia e na estabilização do sistema financeiro português”.

Para o parlamentar, “as notícias que dão conta que o Governo não seguirá esse caminho [alteração da lei], a serem verdade, reforçam a credibilidade do Executivo”.

O BCE aprovou 11 nomes propostos pelo Governo para o Conselho de Administração da CGD, mas rejeitou outros oito por excederem o limite de cargos em órgãos sociais de outras sociedades, confirmou na quarta-feira o Ministério das Finanças, sem identificar as pessoas em causa.

Segundo o Jornal de Negócios, os 11 responsáveis aprovados são António Domingues, Emídio Pinheiro, Henrique Cabral Menezes, Tiago Rarava Marques, João Tudela Martins, Paulo Rodrigues da Silva, Pedro Leitão, Rui Vilar (não executivo), Pedro Norton (não executivo), Herbert Walter (não executivo) e Ángel Corcostegui (não executivo).

Já os nomes chumbados são os de Leonor Beleza, Carlos Tavares, Bernardo Trindade, Ângelo Paupério, Rui Ferreira, Paulo Pereira da Silva, António da Costa Silva e Fernando Guedes, todos propostos para administradores não executivos.