O Governo pretende que os requisitos de acesso à profissão de taxista sejam também cumpridos pelas plataformas de transporte privado como a Uber.

Se houver uma nova tipologia de operadores de transporte eu acho que os requisitos de acesso ao mercado e à atividade devem ser homogéneos”, disse esta sexta-feira o secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, no final de um encontro com associações do setor do táxi, em Lisboa.

“A haver alterações nessa matéria, com certeza que haverá aqui equidade nos tais requisitos de acesso à profissão, acesso à atividade e ao mercado, o que significa que não vai haver custos de contexto diferenciados”, acrescentou.

As associações representativas dos taxistas e José Mendes reuniram-se hoje após os protestos do setor do táxi na semana passada contra a concorrência de plataformas de transporte privado de passageiros, que consideram ilegais.

No encontro ficou definido um plano de funcionamento para o grupo de trabalho anunciado recentemente, que vai analisar o acesso à profissão e atividade de taxista e a regulamentação das plataformas digitais que queiram operar em Portugal.

Além do Governo e das associações do setor do táxi, vão fazer parte do grupo as Câmaras Municipais do Porto e de Lisboa, a Associação Nacional de Municípios, a Associação do Porto de Lisboa, a Ana – Aeroportos de Portugal e o Instituto da Mobilidade e Transportes (IMT), que vai coordenar os trabalhos.

A primeira reunião de trabalho deste grupo foi agendada para a próxima semana.