As Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas são as que mais se queixam das taxas de juro dos empréstimos bancários, mas também são das mais otimistas numa evolução da situação, revela um relatório divulgado esta quinta-feira em Bruxelas.

De acordo com um inquérito sobre o acesso ao financiamento' em 2013, realizado em conjunto pela Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu (BCE) junto de cerca de 15.000 empresas na Europa (500 das quais portuguesas), 15% dos gestores de PME na Europa apontaram o acesso ao financiamento como o segundo maior problema que enfrentam (apenas superado pela dificuldade em encontrar clientes), sendo esse valor um pouco superior em Portugal (19%).

Questionados sobre o fator que constitui o maior constrangimento à obtenção de financiamento externo para poderem fazer as empresas crescer, seis em cada 10 gestores portugueses (61%) apontaram as taxas de juro como o maior obstáculo, o que constitui, de forma destacada, o valor mais elevado na UE (o segundo, da Roménia, é de 48%, e a média comunitária de apenas 19%).

Já na Alemanha, cerca de sete em cada 10 gestores consideraram não haver qualquer obstáculo à obtenção de financiamento.

No entanto, quando questionados sobre as expetativas quanto a uma melhoria da situação, em termos de disponibilidade de empréstimos por parte dos bancos, nos seis meses seguintes, Portugal regista a maior subida de otimismo, pois, no espaço de dois anos, houve uma subida de 33 pontos percentuais, de -27%, em 2011, para +6%, em 2013, tendo a segunda maior subida sido registada na Grécia, de -33% para -11%, ou seja, um crescimento de 22 pontos percentuais.