A Comissão Europeia confirmou esta sexta-feira que decorrem discussões sobre uma eventual alteração na metodologia utilizada para calcular o défice estrutural dos Estados-membros, mas considerou «prematuro presumir» que a mesma vai ser implementada e antecipar os seus impactos.

Questionado sobre uma notícia do «Wall Street Journal», segundo a qual a Comissão se prepara para aprovar a mudança na metodologia de cálculo do crescimento potencial do PIB, relevante para calcular o défice estrutural dos países, o que beneficiaria países em dificuldades como Portugal, o porta-voz dos Assuntos Económicos do executivo comunitário disse ser cedo para confirmar a alteração, já que as discussões em curso decorrem ainda «a um nível técnico», e tal decisão nunca poderá ser tomada por um grupo de trabalho.

«Qualquer compromisso só seria implementado uma vez aprovado pelo comité de política económica do Conselho ou, potencialmente, pelo Conselho Ecofin (ministros das Finanças da União Europeia), se a mudança tivesse implicações abrangentes», disse Simon O¿Connor, acrescentando que é, por isso, «prematuro presumir que vai ser implementada qualquer alteração».

Também sobre o alegado impacto positivo em países em dificuldades, o porta-voz do comissário Olli Rehn disse ser prematuro «confirmar qualquer impacto em particular que qualquer eventual alteração pudesse vir a ter num determinado país, pois, como disse, é uma discussão que está a decorrer ao nível técnico, e as discussões que teriam de ser tomadas ao nível de tomada de decisão ainda não tiveram lugar».

«Ainda não há qualquer decisão tomada. Não pode ser tomada ao nível de um grupo de trabalho, mas sim do comité de política económica ou mesmo ao nível do Conselho» de ministros da UE, reforçou.