Ainda não foi hoje que foi conhecida a posição da Comissão Europeia sobre as sanções que serão aplicadas a Portugal e Espanha. Em conferência de imprensa, o vice-presidente da Comissão para a Energia, Maros Sefcovic, disse que, "não tomámos qualquer decisão".

Apesar de ter assumido que foram elaboradas um conjunto de propostas, numa sessão do colégio de comissários que considerou "muito trabalhosa".

De resto, tal como a TVI avançou ontem, já era esperado que o colégio de comissários discutisse esta quarta-feira as sanções a aplicar aos dois países mas só as anunciasse na próxima semana.

Já a decisão sobre os cerca de 450 a 600 milhões de euros de fundos comunitários de que Portugal deve ficar inibido só muito provavelmente depois do verão. É que o tema ainda tem que passar pelo crivo do Parlamento Europeu, como explicou aos jornalistas o mesmo vice-presidente da Comissão. E da lista a que a TVI teve acesso, a lista de fundos, com eventuais cortes, é extensa.

Mas trata-se apenas de seguir as regras comunitárias, já que o processo em marcha não pode ser mais travado. Sanções e corte de fundos, tendo presentes as condições atenuantes do país, concretamente, o nível do desemprego e a evolução da economia. 

A verdade é que a carta do Governo português foi recebida em Bruxelas com ceticismo e até, ao que a TVI apurou, se esperavam mais - medidas novas e concretas - que fossem de encontro aos esforços que a Comissão quer ver feitos em Portugal para que o tão ambicionado défice fique abaixo de 3% já este ano.