Alemanha, França e Itália insistem que o Reino Unido deve notificar a União Europeia sobre o pedido de saída o mais rápido possível. A chanceler alemã, Angela Merkel, é taxativa e diz que, enquanto o passo não for dado não há negociações, nem sequer informais.

Estamos de acordo em como não acontecerão negociações, formais ou informais, sobre a saída do Reino Unido antes do Conselho Europeu receber esse pedido formal da parte do Reino Unido”.


É preciso não perder tempo. É esta uma das mensagens dos três maiores Estados-membros da União Europeia, protagonizada após o encontro pelo presidente francês, François Hollande.

Porquê não perder tempo? Porque não há nada pior que a incerteza. A incerteza gera comportamentos políticos muitas vezes irracionais. A incerteza também gera comportamentos financeiros que podem ser igualmente irracionais. E o Reino Unido já está a ser vítima disso".

No mesmo dia em que David Cameron repetiu que não será ele, mas o seu sucessor, a invocar o artigo 50 do Tratado de Lisboa para dar início ao processo de saída do Reino Unido

Não perder tempo significa também que os 27 que ficam devem ter pressa em redefinir prioridades. A Alemanha e França colocam no topo a segurança e o crescimento económico. Itália acrescenta a aposta no sentimento europeu

A Europa social A Europa do voluntariado. A Europa dos museus. Não só a Europa dos procedimentos e da banca. Acredito que este é o ponto-chave que deve ser trabalhado nos próximos meses. Partindo do fato de que muito já foi alcançado mas que juntos podemos fazer muito mais”, frisa o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.

A decisão de saída do Reino Unido é um momento delicado e inédito mas superável, insistem os três líderes, em vésperas de um Conselho Europeu onde o tema só poderá ser o Brexit.