A China enfraqueceu esta segunda-feira o yuan em quase 1% para mínimos de há cinco anos e meio contra o dólar. Esta foi, de resto, a maior baixa em quase um ano, desde agosto de 2015. Tudo numa reação ao Brexit, já que na sequência do resultado do referendo o dólar valorizou.

O Banco Popular da China fixou assim o valor do yuan – também conhecido como renminbi – em 6.6375 contra o dólar, menos 0,91% face à cotação de sexta-feira.

O primeiro-ministro chinês entende que a saída do Reino Unido da União Europeia acrescenta “uma nova incerteza” à situação da economia global.

O impacto do Brexit “já se sentiu”, assinalou Li Keqiang, numa intervenção na edição de verão do Fórum de Davos, também conhecida por Davos asiático, a decorrer em Tianjin, na região norte da China.

Também o primeiro-ministro japonês advertiu hoje que a “incerteza” ainda persiste nos mercados, destacando, segundo a Lusa, importância de se acompanhar de perto a evolução a fim de garantir a estabilidade.

Contudo, Shinzo Abe, que convocou uma reunião entre membros do seu Executivo e do Banco do Japão para analisar o atual panorama, antes da abertura da bolsa de Tóquio, quis enviar uma mensagem tranquilizador aos investidores japoneses.

A bolsa de Tóquio encerrou em alta, valorizando 2,39%, depois de ter afundado quase 8% na sexta-feira. Um dia negro para os mercados financeiros.