O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, está convicto que Portugal e a Reino Unido saberão ultrapassar o momento pouco feliz que resulta da saída deste último país do espaço europeu.

Portugal tem a mais antiga aliança comercial do mundo com a Inglaterra. Vamos continuar a ser parceiros e a trabalhar em conjunto, e isso não será afetado por este resultado [do referendo que ditou a saída do Reino Unido da UE]”, disse o ministro.

Caldeira Cabral falava aos jornalistas durante uma visita à feira da Pimel, em Alcácer do Sal, onde foi interpelado sobretudo sobre o 'Brexit'.

Não é um momento feliz para a UE. A UE seria mais completa com o Reino Unido, estaríamos melhor a trabalhar em conjunto na UE, mas é uma decisão soberana que temos de respeitar e que terá consequências a longo, médio e curto prazo", afirmou o ministro.

Caldeira Cabral acredita que as exportações de Portugal para o Reino Unido vão continuar e os turistas ingleses também não deixarão de vir ao Algarve.

"Temos de trabalhar num acordo para que esta saída se faça com a menor disrupção", acrescentou o ministro.

Os eleitores britânicos decidiram que o Reino Unido vai sair a União Europeia (UE), depois de o 'Brexit' ter conquistado 51,9% dos votos no referendo de quinta-feira, cuja taxa de participação foi de 72,2%.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou já a sua demissão com efeitos em outubro.

As principais bolsas europeias abriram hoje em forte queda, com a bolsa de Londres a descer perto dos 8%, mantendo-se ao início da tarde com perdas entre os 4% e os 10%.

Numa primeira reação, os presidentes das instituições europeias (Comissão, Conselho, Parlamento Europeu e da presidência rotativa da UE) defenderam um ‘divórcio’ o mais rapidamente possível, “por muito doloroso que seja o processo”.