Caem mais peças no efeito dominó provocado pela vitória do Brexit no referendo britânico. Pelo fuso horário, as bolsas dos Estados Unidos só poderiam mesmo reagir mais tarde, mas foram igualmente arrastadas pelo nervosismo e pessismo europeus.

Wall Street foi apanhado na curva, pelo que o pânico é reação à escala mundial. O Dow imediatamente derrapou mais de 520 pontos, acusando uma desvalorização de 2,5%. O S&P 500 recua 2,6%. 

O índice tecnológico Nasdaq está com uma queda mais proeminente, de 3,6%.

Já de manhã cedo tinha acontecido o mesmo com as bolsas asiáticas, as únicas que estavam abertas quando os resultados saíram. As praças de Tóquio e Hong Kong fecharam a tombar à volta de 8%.

Europa não pára de tremer

Entre as praças europeias, as perdas oscilaram entre 3% (Milão) e 16% (Espanha) na abertura, com a maioria a rondar os 8% de desvalorização, caso de Londres, precisamente.

A esta hora (15:00), as perdas são ligeiramente menores, mas têm oscilado muito durante toda a sessão: Londres abrandou a derrapagem, agora é de 2,5%; Frankfurt cai 5,7%, Paris 6,8%, Milão 10,3% (na abertura registava o recuo mais baixo e agora aprofunda as perdas), Madrid 10,7% e Lisboa 6,55% para 4.382,61 pontos. 

O volume de transações pan-europeu subiu para 90,5 mil milhões de euros (US $ 100 bilhões) ao início da tarde, quase o dobro da média mais recente de negociações numa sessão inteira. 
 
No índice britânico FTSE 100 as transações duplicaram da média diária de 10 mil milhões para 20,5 mil milhões de euros.

No PSI20 português, o BCP lidera as quedas, recuando 16% para 0,0171 euros. Hoje já esteve a perder mais e alcançou um novo mínimo histórico, nos 0,0151 euros. Ou seja, cada ação vale 1,5 cêntimos.