Contra aquilo que eram as expetativas dos analistas do mercado, que na maioria acreditava numa baixa, o Banco de Inglaterra deixou hoje a taxa de juro de referência inalterada em 0,5%. A libra agradeceu. 

Mas esta é uma opção que pode ter os dias contados, numa altura em que o Reino Unido se prepara para abandonar a União Europeia após o desfecho do referendo do passado dia 23 de junho que deu a vitória à saída.

Segundo as atas da reunião de julho, a maioria dos membros do Comité de Política Monetária espera uma flexibilização em agosto e um dos membros chegou mesmo a votar a favor de um corte para 0,25% já esta quinta-feira.

"Os dados oficiais sobre a atividade económica no período a seguir ao referendo ainda não estão disponíveis. No entanto, há sinais preliminares de que o resultado afetou a confiança das famílias e das empresas", indicou o banco central britânico.

"O Comité de Política Monetária está comprometido a tomar qualquer decisão que seja necessária para apoiar o crescimento e o regresso da inflação para o objetivo", avança ainda o documento.

O compromisso com as medidas necessárias para travar ao máximo as ondas de cheque do pós Brexit tem sido uma contante desde 23 de junho. Não só por parte do Banco de Inglaterra como do Banco Central Europeu e de outros a nível mundial.

Na reação à decisão do Banco de Inglaterra a libra disparou face ao dólar. Não se via tal subida desde o Brexit. A moeda britânica disparou para 1,3470 dólares, o máximo do dia e do mês mas agora já resfriou a subida.