
O presidente do Banco BIC Português, que comprou o BPN, justificou esta sexta-feira a falta de concorrentes internacionais na disputa pela compra do banco com a grave crise que Portugal atravessa, reconhecendo que só o músculo financeiro do BIC Angola possibilitou esta aposta.
«O risco do país afastou os investidores internacionais deste negócio», disse Mira Amaral, no decorrer da sua audição na comissão parlamentar de inquérito ao BPN.
«Falou-se muito do interesse de bancos internacionais, nomeadamente, brasileiros, no concurso de privatização do BPN, mas ninguém avançou», sublinhou, segundo a Lusa.
«Recebi no meu gabinete dois bancos brasileiros interessados em ir sozinhos ou comigo. Mas quem é que estava interessado em vir para Portugal numa altura destas?», questionou.
«Avançámos para a compra porque somos um banco de capitais luso-angolanos, bem implementados em Angola, e a rentabilidade que temos em Angola possibilita tomar o risco em Portugal».
Segundo Mira Amaral, a possibilidade de não comprar o BPN não lhe tirava o sono: «Seguia um modelo diferente, mais parecido com outros bancos mais pequenos e aguardaria por nova oportunidade para comprar um banco português sem os problemas do BPN».
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