O presidente do BPI diz que a discussão sobre se Portugal vai ter em 2014, quando o atual programa de assistência económica e financeira (PAEF) terminar, um programa cautelar ou um segundo resgate é uma «não discussão». Para o banqueiro, não importa qual a ajuda que os parceiros nos vão dar, desde que seja a melhor para o país.

Fernando Ulrich, que falava numa conferência promovida pela PLMJ, foi perentório: «Tanto me faz se é cautelar, segundo resgate ou outra coisa, importante é continuarmos o nosso caminho». E acrescentou: «É-me indiferente o que vamos ter. O que importa é o caminho».

«Se a situação dos mercados mostrar que [o programa cautelar] é melhor para o país porque dá uma rede de segurança ou meios financeiros com mais segurança e tranquilidade do que estar completamente sozinhos à chuva, que se faça», explicou.

Ulrich apresentou ainda uma explicação para o elevado desemprego, atribuindo-o ao facto de termos andado «a criar emprego nas áreas erradas».