O Caixabank mantém a intenção de concretizar uma OPA sobre o BPI ao preço de 1,329 euros por ação, um valor que considera «adequado», e recusa avaliar uma «eventual fusão» daquele banco com o BCP.

«O CaixaBank, sempre com o máximo respeito por todas as opiniões dos acionistas do BPI e do seu conselho de administração, considera que o preço da sua Oferta é adequado e que o seu projeto é benéfico para o BPI e para os seus acionistas», indica o banco catalão, maior acionista do BPI, com 44,1 por cento, em comunicado enviado aos reguladores de Espanha e de Portugal.

Por outro lado, o CaixaBank «manifesta que, no atual contexto, não pode avaliar uma eventual fusão entre o BPI e o BCP, cujos termos não foram todavia propostos».

A posição do Caixabank surge no dia seguinte ao Conselho de Administração do Banco BPI ter considerado que o preço da oferta pública de aquisição lançada pelo CaixaBank sobre aquela entidade  «não reflete o valor atual» do banco e não partilha com os acionistas as sinergias anunciadas.

Segundo este órgão, presidido pelo histórico Artur Santos Silva, «o preço que reflete o valor total atual do BPI é de 2,04 euros por ação», especificando que, dentro deste valor unitário por título, 1,12 euros correspondem à valorização da atividade doméstica e 0,92 euros são relativos à atividade internacional do banco.

O banco catalão, liderado por Isidre Fainé, acrescenta que avaliou o relatório do conselho de administração do BPI sobre a OPA publicado na quinta-feira e a carta da Santoro Finance recebida no passado dia 03 de março, que mantém «a vontade e a obrigação de continuar com a Oferta até à sua finalização».

«Uma vez terminada a oferta, o CaixaBank avaliará o seu resultado e a situação do BPI, com a intenção de contribuir para encontrar as melhores alternativas para o BPI e para os seus acionistas», conclui o Caixabank.

O valor total que a gestão do BPI considera adequado para a OPA é de 2,26 euros, 70% acima dos 1,329 euros por ação propostos pelo banco catalão.