A Bolsa de Lisboa segue a cair 1,1% e acompanha as descidas das praças europeias, num movimento de correção e tomada de lucros após as valorizações de ontem, com os investidores à espera dos números da criação de emprego nos EUA.

De acordo com a Reuters, o índice FTSEurofirst 300, que agrega as 300 maiores cotadas europeias, cai 1,24# e os mercados europeus oscilam entre perdas de 0,6 pct em Atenas e 1,54% em Madrid, a corrigirem dos ganhos da sessão anterior.

O presidente do Banco Central Europeu fez ontem disparar as bolsas e descer as taxas de juro da dívida após ter sinalizando uma posição claramente acomodatícia do banco central.

Mario Draghi disse que o BCE poderá implementar novas medidas, apenas seis meses depois de ter dado o tiro de partida a um programa de quantitative easing, já considerado uma 'bazuca', frisando que o crescimento da zona euro vai sofrer devido ao arrefecimento das economias dos mercados emergentes, particularmente da China, e com a queda dos preços do petróleo, trazendo de volta o espectro da deflação.

Atenções voltadas hoje para a divulgação dos números da criação de emprego nos EUA, visto como um dos últimos sinais sobre a saúde da economia norte-americana antes da decisão do Fed sobre subida de taxas.

Os economistas esperam que a maior economia mundial tenha conseguido criar 220 mil novos empregos nos sectores não-agrícolas no mês passado, mantendo a tendência dos últimos cinco anos de uma robusta criação de emprego. Os números serão conhecidos às 12:30, hora de Lisboa.

"Os mercados estão preocupados com um relatório do mercado laboral que seja demasiado forte, uma vez que poderá levar o Fed a subir taxas já em Setembro", referiu Philippe Gijsels, responsável pelo research no BNP Paribas Fortis Global Markets.

Acrescentou que "a incerteza do Fed, aliada às preocupações acerca da China deverão continuar a manter os mercados voláteis nas próximas duas semanas e, possivelmente, até ao final de Outubro".