O primeiro dia de negociação das empresas cotadas no mercado de capitais, depois da entrega da proposta de Orçamento do Estado para 2017, está a ser de perdas.

O principal índice português cai, 0,22% para 4.613,39 pontos, e acompanha a Europa nesta descida.

Além da “agitação” inerente ao Orçamento do Estado, esta é uma semana rica em acontecimentos económicos, que podem ter com algum impacto para Portugal. Concretamente, a entrega, hoje, da proposta do Orçamento em Bruxelas e a emissão, na quarta-feira, de duas linhas de Bilhetes do Tesouro com maturidades em janeiro e setembro de 2017 e um montante indicativo global entre 1.000 e 1.250 milhões de euros.

Uma semana em que da agência DBRS pode ainda revelar alterações à notação que atribui ao país. A DBRS é a única agência que mantém a avaliação de Portugal fora de “lixo” e, na passada semana, em entrevista telefónica à Reuters, o ministro das Finanças, Mário Centeno, disse que os responsáveis da DBRS lhe tinham comunicado estarem “totalmente confortável” com a “posição orçamental muito forte” de Portugal. 

Para já, a energia e o retalho ditam o sinal vermelho na bolsa.

A Jerónimo Martins cai 0,37% para 16,160 euros. Já a Galp perde 0,88%b para 12,365 euros, depois de na sexta-feira a empresa ter anunciado a renúncia de Américo Amorim ao cargo de presidente do conselho de administração da energética.

Continuando na energia, a Renováveis derrapa 0,3% para 6.97 euros, apesar de já se saber que o Governo não acedeu à proposta do Bloco de Esquerda de alargar às renováveis a Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético (CESE). Continuará sim sobre a EDP, que cresce 0,61% para 2,94 euros, REN, que avança 0,65% para 2,60 euros, e, claro, sobre a Galp.