A Bolsa de Lisboa voltou, esta sexta-feira, aos níveis de meados de janeiro – acima dos 5.000 pontos – depois de ter valorizado 1,76%, num dia em que todas as bolsas fecharam em terreno positivo, impulsionadas por decisões vindas do Oriente. O Banco de Japão, numa decisão inesperada, desceu as taxas de juro dos depósitos, para valores negativos, de forma a combater a deflação. Um movimento que foi aplaudido pelos mercados, a nível mundial.

Em Lisboa, as retalhistas deram um forte impulso à bolsa, com a Jerónimo Martins a liderar as subidas (4,623%), seguida da Sonae (2,176%).
 

Analistas esperam lucros de 248 milhões do BCP 


Outro dos pesos pesados a puxar pelo índice PSI 20 foi o Millennium BCP, que somou ganhos de 4,011%, com os investidores na expetativa da apresentação de resultados, na próxima segunda-feira. Os analistas apontam para lucros de 248 milhões de euros, graças ao crescimento da margem financeira.

Com sinal contrário esteve o BPI, a recuar 0,882%, depois do seu maior acionista, o Caixabank, ter assumido querer chegar a acordo com os outros parceiros sobre o futuro do banco português, depois de ter falhado uma Oferta Pública de Aquisição sobre o banco liderado por Fernando Ulrich.

Nos mercados, destaque ainda para o alívio dos juros da dívida pública portuguesa, apesar dos avisos das agências de rating, nos últimos dias. Os juros das obrigações do tesouro a 10 anos recuaram para 2,675%, acompanhando a tendência europeia, por causa da decisão do Banco do Japão.