O escândalo que envolve o construtor automóvel alemão Volkswagen contagiou, esta quinta-feira, todas as marcas europeias do setor automóvel cotadas em bolsa.

A também alemã BMW foi um dos títulos mais penalizados, por causa de uma notícia da revista Auto Bild que dava o BMW X3 como ultrapassando os níveis europeus de emissão de gases poluentes, informação já desmentida pela marca. Os títulos da BMW chegaram a cair 8% e terminaram o dia com uma queda de 5,16%, para os 75,68 euros.

Embora ainda não tenha sido envolvida, de qualquer forma, na fraude da Volkswagen, também a Daimler, dona da marca Mercedes, foi penalizada pelos investidores com uma queda de 4,43%, para 63,48 euros por ação.

Já a Volkswagen fechou pelo segundo dia consecutivo em terreno positivo, com uma ligeira valorização de 0,58%, para 112,15 euros,  depois de ter sido indicado o presidente da Porsche, Mathias Muller, como sucessor de Martin Winterkorn para CEO do maior construtor automóvel europeu.

Também em França, as principais marcas automóveis foram contagiadas, com a Peugeot a desvalorizar 3,67% (13,005 euros por ação) e a Renault 1,8% (63,830 euros).

O título mais penalizado na Europa foi, no entanto, a Fiat Chrysler Automobiles, que caiu 7,5%, depois de ter anunciado quebra de vendas na China e na América Latina.  

O índice EuroStoxx50, que agrupa as cinquenta maiores empresas europeias e onde o setor automóvel está fortemente representado, terminou esta quinta-feira a cair 2,17%, o índice Dax, da bolsa de Frankfurt, recuou 1,92% e a bolsa de Paris caiu 1,93%.
 

Lisboa acompanha queda europeia


Apesar de não ter qualquer título do setor automóvel cotado, a bolsa de Lisboa seguiu a tendência de queda da Europa. O índice PSI 20 recuou 1,44%, arrastado pelos títulos do retalho e da banca.

A Jerónimo Martins desvalorizou 3,216%, para 11,5850 euros, e a Sonae recuou 2,670%, para 1,0570 euros.

Na banca, o Banif fechou com uma queda de 2,564% (0,0038 euros) e o Millennium BCP perdeu 2,474%, para 0,0473 euros por ação.