O Millennium BCP já tinha renovado mínimos históricos na bolsa, na última sexta-feira e o mesmo voltou a acontecer esta segunda-feira, numa sessão que está a ser muito volátil. A derrapagem já vai longa hoje, com um recuo de 5% e cada título a valer 0,0222 euros.

Isto acontece mesmo depois de a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários ter decidio voltar a suspender as vendas a descoberto das ações do banco liderado por Nuno Amado (na foto). Venda a descoberto é uma prática financeira especulativa, cujo objetivo é tentar ganhar dinheiro em épocas de baixa, com a desvalorização e quedas de preço das ações, ou outros ativos.

"Considerando que a flutuação do preço das ações em causa não pode excluir a ocorrência de um fenómeno de especulação com impacto negativo, a CMVM decide a proibição das vendas a descoberto das ações representativas do capital social do Banco Comercial Português no Euronext Lisbon".

Saiba porque caem assim as ações do BCP

As acções do BCP tombaram 10,11%  na sexta-feira, para 0,024 euros. Só numa semana, perderam um quarto do seu valor. Desde o início do ano, a cotação baixou para metade e o banco já foi ultrapassado pelo BPI em capitalização bolsista.

Os analistas explicam que os investidores estão receosos quanto aos riscos de um novo aumento de capital do banco, sobretudo depois de o Banco Popular espanhol e do Popolare italiano terem feito o mesmo, o que espelha os riscos que ainda pairam sobre o setor a nível europeu.

Depois, não esquecer este contexto de interesse pelo Novo Banco. BPI e Santander Totta também estão na corrida.