O representante de Henrique Granadeiro, ex-presidente executivo da Portugal Telecom SGPS, propôs o adiamento da assembleia geral de acionistas da Pharol, que está reunida em Lisboa, mas a proposta foi rejeitada por 99,97% dos votos presentes na reunião.

A assembleia foi marcada para decidir sobre processos aos ex-quadros da Portugal Telecom SGPS com responsabilidade no investimento, pela PT, de quase 900 milhões de euros em papel comercial da Rioforte, a holding financeira do Grupo Espírito Santo que entrou em incumprimento.

Em causa estarão processos contra ex-responsáveis como Henrique Granadeiro, Zeinal Bava e os representantes do BES, Joaquim Goes e Amílcar Morais Pires, assim como o administrador financeiro da PT, Pacheco de Mello.

Nesta reunião magna dos acionistas da Pharol, que começou às 15:00 desta sexta-feira, estão presentes representantes de 43% do capital da sociedade que, para além da dívida da Rioforte, detém uma participação de 27,5% na brasileira OI.   

No final de junho do ano passado, foi tornado público que as aplicações na Rioforte, datadas de abril de 2014, ascendiam no seu conjunto a 897 milhões de euros. Estes instrumentos de dívida acabariam por vencer a 15 e 17 de julho do mesmo ano, sem a PT SGPS conseguisse obter aquele montante.

A situação culminaria na saída de Henrique Granadeiro, na altura presidente-executivo e do conselho de administração da PT SGPS, a 7 de agosto do ano passado, e mais tarde de Zeinal Bava da Oi.

Esta é a primeira assembleia-geral da Pharol (antiga PT SGPS) desde que mudou de nome e com Luís Palha da Silva como presidente do Conselho de Administração.