Com tanto fatores a ensombrarem as bolsas é natural que o último trimestre do ano, vulgarmente um dos mais apetecíveis para o mercado de ações, possa este ano ter um desempenho diferente.

A Europa espelhava esta manhã essa incerteza, não só em relação o desfecho das eleições presidenciais nos Estados Unidos, como em relação ao futuro da banca europeia, numa altura em que o maior banco, o Deutsche Bank, está a passar por uma situação financeira complicada.

O PSI20 segue a ganhar 0,42% para 4.618,38 pontos, com a Semapa destacada nos ganhos, de 2,43% para 11,6 euros.

Em Lisboa os analistas estão ainda atentos às ações do grupo EDP, que ontem foram penalizadas pelo receio dos investidores de um alargamento da Contribuição Extraordinária do Sector Energético (CESE) para incluir as renováveis em 2017. Ontem, o Haitong, citado pela Reuters, dizia que o eventual alargamento da CESE para abranger as renováveis, medida que poderá ser incluída no Orçamento do Estado (OE) para 2017, seria potencialmente negativo para a EDP Renováveis. De resto, a EDP Renováveis é um dos poucos títulos em baixa esta manhã, de 0,31% para 7,04 euros.

Na banca, o BCP segue a valorizar 0,64% para 0,015 euros, depois de ontem o presidente executivo do banco, Nuno Amado, ter dito que prevê que as negociações, com vista à entrada dos chineses da Fosun no capital da instituição, tenham sucesso. Amado acrescentou ainda que o banco está focado na melhoria da rentabilidade e em enfrentar as dificuldades criadas pelas baixas taxas de juro.