O presidente executivo do BCP parece ter tranquilizado os investidores, depois de ter garantido que não está a equacionar qualquer operação para comprar o Novo Banco que implique um aumento de capital por parte dos acionistas do banco. Parece ter tranquilizado, uma vez que o movimento de recuperação iniciado ontem em bolsa, continua esta quarta-feira, com as ações do BCP a disparar. 

No arranque da sessão, o BCP era a cotada que mais valorizava em percentagem na bolsa, em Lisboa, disparando 6% para 0,0272 euros. Depois da subida de 15,4% de ontem, está assim cada vez mais longe do mínimo histórico alcançado há dois dias, nos 0,0205 euros.

O Millennium BCP assegura ainda que vai manter uma “super” disciplina financeira e na melhoria do negócio.

Em entrevista à Reuters, Nuno Amado frisou que o BCP “sempre disse que iria analisar a venda do Novo Banco mas apenas porque, pela sua dimensão relativa no sistema, não lhe cabia outra alternativa, senão perceber quais as vias possíveis”, acrescentando que “o BCP é super disciplinado e não está a ser equacionada por nós qualquer operação relacionada com o Novo Banco que implique aumentos de capital dos nossos acionistas”.

“Temos uma estratégia muito focada e disciplinada e que fique claro: não há nenhuma intenção de pedir capital aos accionistas, nem para fazer uma fusão por fusão, que até acho que não é um caminho viável, para ser sincero”

Bolsa na linha de água

Nota ainda positiva, na bolsa, para a Corticeira Amorim, que avança 2,4% para 7,39 euros e para a Mota Engil, com uma subida de cerca de 0,5% para 1,675 euros. A construtora negoceia sem direito a dividendo, que será pago na quinta-feira (são cinco cêntimos por ação). Já a Pharol, que também distribui amanhã um dividendo, mas de 3 cêntimos por título aos acionistas, cai 3% para 0,132 euros.

Apesar de o arranque do PSI20 ter sido em alta, graças também ao impulso do BCP, Lisboa está na linha de água, pelo que pode vir a ser arrastada pelo o sentimento das restantes praças na Europa. Os investidores estão a digerir dados mistos do comércio externo chinês e uma revisão em baixa da previsão do Banco Mundial para o crescimento da economia global este ano.