Esta terça-feira foi um dia de grande volatilidade nos mercados, com as bolsas europeias a serem muito influenciadas ainda pela situação da Grécia e pela falta de acordo com os credores internacionais.

A Bolsa de Atenas afundou 4,77% e as restantes bolsas que, durante o dia, estiveram a bater mínimos dos últimos dois meses, acabaram por fechar em terreno ligeiramente positivo, com subidas que vão dos 0,05% de lisboa até aos 0,62% de Frankfurt.

A volatilidade atingiu também o mercado de dívida. Os juros das obrigações do tesouro a 10 anos da Grécia atingiram um novo máximo dos últimos dois meses, nos 12,93%, com repercussões nos restantes países periféricos. Os juros da dívida portuguesa a 10 anos chegaram a atingir um máximo de 3,395% durante a manhã, naquele que é o valor mais alto desde novembro de 2014, mas acabaram por fechar a 3,173%.

Na bolsa, o destaque pela negativa foi para a Mota-Engil, cujas ações desvalorizaram 8,203% para 1,9360€, na véspera da empresa fazer uma emissão de dívida até 95 milhões de euros, com maturidade de 2020, com o objetivo de alargar a maturidade da sua dívida e de financiar a atividade.  Ainda no setor da construção, a Teixeira Duarte recuou 2,394%.

Com nota positiva, um dos destaques vai para o BPI, que subiu 0,304%, na véspera da assembleia geral de acionistas que vai votar a desblindagem dos estatutos – que limita os votos de qualquer acionista a 20% do capital - condição imposta pelo Caixabank para a oferta pública de aquisição em curso.

Destaque ainda para a REN, uma adas maiores valorizações do dia, que subiu 2,403%, depois da Morgan Stanley ter revisto em alta o preço-alvo para ação, para 2,80€, o que implica uma valorização esperada de 22%.