Os mercados acordaram esta quarta-feira com a notícia de que o primeiro-ministro grego tinha enviado uma carta aos credores aceitando o acordo proposto no sábado, com algumas alterações a negociar com o Eurogrupo.

O otimismo dos investidores numa solução para a crise grega manifestou-se logo num alívio dos juros da dívida pública e numa valorização das bolsas, que acabaram por fechar positivas. A intervenção de Alexis Tsipras na televisão grega, já perto da hora de encerramento das bolsas,  interrompeu as fortes valorizações, mas não foi suficiente para eliminar os ganhos do dia.


Juros aliviaram e bolsas fecharam positivas


Os juros da dívida pública a 10 anos da Grécia aliviaram dos máximos de dois anos e meio e estabilizaram nos 15,5%. Já os juros da dívida portuguesa a dez anos fecharam abaixo dos 3% e os juros das obrigações espanholas com a mesma maturidade recuaram para 2,286%.

Nas bolsas, Milão subiu 2,21%, Paris e Frankfurt 1,9% e Lisboa 1,46%. São subidas bastante mais ligeiras do que o verificado na abertura dos mercados, tendo o otimismo dado lugar à incerteza, depois de Tsipras ter mantido o referendo e apelo ao voto no Não a um acordo com as instituições credoras da Grécia.

Em Lisboa, o destaque do dia foi para os títulos da banca, também os mais penalizados na segunda-feira com a falta de acordo no fim-de-semana. O BPI valorizou 3,733%, para 1,05560 euros, o Banif 3,175%, para 0,0065 euros e o BCP ganhou 1,923% para 0,0795 euros por ação.