Mais uma vez, o foco na abertura da sessão bolsista é o BCP. E pelos piores motivos: parece ter sido fogo de vista a subida de 15%, há dois dias, uma vez que ontem as ações do banco já fecharam em forte queda e continuam a desvalorizar esta quinta-feira.

Cada título do BCP vale 0,0222 euros, acusando uma depreciação a rondar os 5%. Continua a pairar muita incerteza sobre o setor e se as palavras do presidente Nuno Amado - que assegurou não estar a ser equacionado qualquer aumento de capital na corrida à compra do Novo Banco - pareciam ter tranquilizado os investidores, isso acabou por não se verificar no fecho de sessão de ontem. Hoje, o banco apresenta, de resto, o maior recuo do PSI20.

Petróleo brilha e puxa pela Galp

O principal índice da praça de Lisboa está a cair, no seu conjunto, 0,32% para 4.809,49, acompanhando o sentimento europeu. Os mercados estão à a divulgação dos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA, daí alguma cautela nas negociações.

A Mota-Engil, que paga hoje um dividendo de 5 cêntimos por ação relativo ao exercício de 2015, também está em destaque pela negativa, recuando 1,4% para 1,637 euros. A Jerónimo Martins perde igualmente 0,5% para 14,44 euros. 

Na energia, sentimento misto: a EDP recua 0,17% para 3,01 euros, mas a REN sobe 0,2% para 2,64 euros e a Galp apresenta mesmo o maior ganho do PSI20.

Está a subir 1,54% para 12,225 euros, com o barril de Brent, o petróleo negociado em Londres e que serve de referência para Portugal, acima dos 52,50 dólares esta manhã, depois de já ontem ter renovado máximos, continuando agora a escalada. Isso está a puxar pela petrolífera que alcançou o valor mais alto em 14 meses. É preciso recuar a abril de 2015 para encontrar uma cotação tão elevada da petrolífera portuguesa.