A bolsa nacional abriu em queda, a acompanhar a cautela que impera entre as principais praças europeias, num dia em que vão sair dados sobre a riqueza gerada na zona e também sobre o Produto Interno Bruto português. Os analistas preveem um crescimento do PIB de 0,3% entre janeiro e março e de 1,1% em termos homólogos, sobretudo devido à queda nas exportações.

No arranque da sessão, a energia era o setor que liderava as perdas, com a Galp e a EDP a recuarem mais de 1% para 11,785 e 3,106 euros, respetivamente. O petróleo, que costuma influenciar as negociações em bolsa, está também a desvalorizar 0,7% em Londres. O barril de Brent, que serve de referência para Portugal, está no entanto ainda muito perto do patamar dos 48 dólares.

Pela negativa, há ainda a destacar a Sonae que, embora tenha apresentado um resultado 52% superior no primeiro trimestre, para 30 milhões de euros, está a desvalorizar cerca de 0,5% em bolsa, para 0,932 euros por ação. O lucro ficou um pouco abaixo das estimativas dos analistas. As vendas no retalho cresceram, apesar da pressão sobre as margens. Ainda ontem, a Sonae anunciou também um acordo para comprar metade da Salsa.

Pela positiva, destaque para duas cotadas neste início de sessão, a última desta semana: o BCP, que ontem disparou em bolsa e levou a praça de Lisboa a valorizar, depois de oito sessões pessimistas, está hoje também em maré de recuperação, com uma valorização de 0,3% para 0,0325 euros; e a REN, que avança 0,6%, com cada ação a valer 2,615 euros, hoje que apresenta resultados também relativos ao primeiro trimestre. Os analistas antecipam uma quebra no lucro. Saber-se-á depois do fecho do mercado.