A Bolsa de Lisboa abriu a subiu, já esteve em queda, e ganha agora 0,08% para 4.791,46 pontos, sem tendência muito definida e a seguir a Europa, que também parece andar ao sabor do vento.

A Galp é o título que trava maiores ganhos no índice. Ontem Wall Street, a bolsa de Nova Iorque, recuou de máximos recorde, com as empresas do setor energético pressionadas pela queda dos preços do petróleo nos mercados internacionais. Isto depois da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter vindo dizer que a tendência de baixa deverá continuar até ao final do ano.

O período das férias, que significa mais viagens, faz aumentar a procura de combustíveis e ajuda a equilibrar o mercado mas as grandes reservas que existem, em todo o mundo, vão continuar a exercer pressão do lado da oferta, o que acaba por trava a subida do preço da matéria-prima, obviamente com perda de receita para as petrolíferas.

A assinalar esta tendência a Galp desce 0,76% para 12,920 euros.

Nas comunicações os investidores estão de olhos postos na Pharol depois um tribunal holandês ter aceitado um pedido da Oi para colocar uma unidade sedeada naquele país sob proteção dos credores, segundo analistas citados pela Reuters.

Na sessão ontem, a Pharol perdeu quase 4% e hoje desce 0,58% para 0,171 euros. É que a Pharol é a maior acionista da Oi, com cerca de 27% do capital – direta e indiretamente –, e o clima de fricção entre aos detentores do capital atrasa qualquer plano de recuperação da empresa brasileira. Já esta semana, a Pharol pôs mais lenha da fogueira. Depois da acionista Société Mondiale defender a realização de uma outra assembleia geral, em setembro, para votar a saída dos atuais administradores portugueses da Oi, a Pharol, em comunicado, acusou o fundo de estar a "tumultuar" o processo de recuperação da Oi.

Pela positiva há a assinalar a recuperação dos CTT, de 0,41% para 7,089 euros, após vários dias de perdas na sequência da apresentação de resultados semestrais abaixo do esperado.