Os títulos da Espírito Santo Saúde (ESS) fecharam a sessão desta terça-feira a crescer 3,83% para 4,88 euros, num dia em que surgiu uma terceira Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a empresa, feita pela Fidelidade.

Ao longo do dia, foram negociadas mais de um milhão de ações da ESS, que chegaram a estar suspensas durante o início da manhã por decisão do supervisor do mercado português.

A seguradora Fidelidade, que pertencia ao grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) e foi vendida no início deste ano à chinesa Fosun International, formalizou hoje uma OPA sobre a ESS, propondo pagar 4,72 euros por ação, juntando-se às outras duas ofertas que já estavam em cima da mesa: uma do grupo mexicano Ángeles, que pretende pagar 4,50 euros por ação, e outra do Grupo Mello, dez cêntimos abaixo deste valor.

No anúncio preliminar da OPA, a Fidelidade destaca que a contrapartida oferecida para atrair os investidores é 4,89% superior à oferta do grupo Ángeles e representa um prémio de 30,69% face ao preço médio ponderado dos últimos seis meses da empresa sob o comando de Isabel Vaz (3,61 euros).

Tal como o grupo Ángeles e a José de Mello Saúde, a Fidelidade impõe como condição para concretizar a operação a obtenção de um mínimo de 50,01% do capital da empresa.

A terceira oferta sobre a ES Saúde surge depois do grupo mexicano ter subido na sexta-feira a contrapartida da OPA sobre a empresa liderada por Isabel Vaz para 4,50 euros, depois da José de Mello Saúde ter apresentado uma oferta concorrente a 11 de setembro (oferecendo 4,40 euros).

A imprensa económica avançava na segunda-feira que o Grupo Mello está igualmente a preparar uma nova oferta, que deverá ser apresentada ainda esta semana.

A ESS é atualmente detida maioritariamente pela Rioforte, empresa do Grupo Espírito Santo (GES), e é dona, entre outros ativos, do Hospital da Luz, em Lisboa, gerindo, em regime de Parceria Público-Privada, o Hospital de Loures.

A ES Saúde comunicou segunda-feira à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários várias alterações recentes na estrutura acionista, nomeadamente da JP Morgan, que aumentou a sua participação para 2,01%, da Highbridge Capital Management LLC (subsidiária da JP Morgan), que adquiriu 150.000 ações fora da bolsa, ficando com 2,04% do capital, e da Goldman Sachs, que reduziu a sua participação acionista para 0,590%.

No final de maio, a ES Saúde anunciou que o seu lucro quase duplicou em termos homólogos no primeiro trimestre do ano, para 4,6 milhões de euros, como recorda a Lusa.