Depois de ontem as bolsas terem fechado em queda, esta quarta-feira o dia começou com ganhos em toda a Europa e também em Portugal. Lá por fora, o acordo de fusão entre as bolsas de Londres e Frankfurt está a animar os mercados, porque daí surgirá uma gigante europeia bolsista. Por cá, voltou a especulação sobre a venda da participação que a empresária Isabel dos Santos detém no BPI ao Caixabank.

A imprensa está a dar como praticamente fechado o negócio, embora o Caixabank tenha emitido um comunicado ao regulador espanhol, dando conta de que "não há ainda acordo". O BPI reencaminhou-o para a CMVM. 

Certo é que esta nova especulação ganhou força junto das negociações em bolsa e está a fazer disparar as ações, que chegaram a disparar 6,3% para 1,294 euros, atingindo máximos de nove meses. 

"As notícias de ontem referem que preço do 'divórcio' destes accionistas do BPI pode estar decidido, com um acordo a ser anunciado nas próximas horas, o que está a ser bem visto pelo mercado," nota Paulo Rosa, trader da GoBulling, no Porto, citado pela Reuters. 

"Saliento que o Caixabank não disse que não chegou a acordo com a Santoro, disse que 'ainda' não chegou a acordo e que a negociações continuam, o que reforça as expectativas. O mercado poderá estar a ver os 1,329 euros por acção que o Caixabank ofereceu na OPA falhada do ano passado como um objectivo, ou uma referência, para até onde deve subir a cotação".

O PSI20 subia mais de 1% logo na primeira meia hora da sessão e, ainda na banca, o BCP também conhecia uma valorização favorável àquela hora, de quase 3%, com cada ação a cotar nos 0,0449 euros.

Entre os outros títulos em destaque, nota para os CTT, com uma subida de 4% para 8,14 euros. Como os analistas previam o lucro relativo a 2015 caiu quase 7%. Em linha com o esperado, o presidente da empresa classificou estes resultados como “sólidos”, isto na semana em que o Banco CTT vai abrir ao público. 

Quanto à Galp, ontem em queda, depois do anúncio da redução do investimento para os próximos quatro anos, está hoje a corrigir. As ações sobem 1,7% para 10,86 euros. Os acionistas vão receber dividendos de 41 cêntimos por ação relativos a 2015, que vão aumentar até 2017. A partir daí serão congelados.