Em dia de reunião do BCE, sem mexidas nas taxas de juro e com avisos mais duros do presidente do BCE em relação à (in)ação dos governos europeus quanto a reformas estruturais, as bolsas europeias não definiram uma clara tendência. Enquanto Madrid (+0,55%), Milão (+0,4%), Lisboa (+0,24%) e Frankfurt (+0,14%) fecharam a valorizar, Londres (-0,45%) e Paris (-0,2%) encerraram a sessão no vermelho.

Entre as cotadas do PSI20, mais de metade até terminaram o dia no vermelho, mas o BCP voltou a puxar pela bolsa, colocando-a em terreno positivo e a  repetir o topo dos ganhos - depois de ontem já ter disparado mais de 11%, com uma subida de 3,175% para os 0,0390 euros por ação. O BCP tem estado a beneficiar da desblindagem de estatutos decorrente do decreto-lei aprovado pelo Governo, que tornam o banco mais apetecível e as movimentações acionistas mais fáceis de realizar. 

A suportar, esteve também o setor da energia com a Galp a valorizar 1,42% para 12,11 euros e a EDP Renováveis também subiu 1,7% para 6,864 euros. Já a casa-mãe EDP desvalorizou 0,8% para 3,038 euros.

Também pela negativa, destaque para a queda de 1% da Sonae para 0,987 euros, de 1,17% da Jerónimo Martins com cada ação a valer 14,745 euros e da Mota-Engil, que recuou 2,2% para 1,864 euros.

O BPI continua em maré de perdas, depois do falhanço do acordo entre os dois maiores acionistas para resolver o problema da exposição a Angola e valendo cada vez menos do que aquilo que o  CaixaBank oferece na oferta pública de aquisição. Na OPA, os espanhóis dão 1,113 euros por título. Ora, cada um vale agora 1,075 euros, acusando um recuo de 1,83% nesta penúltima sessão da semana.