Foi uma sessão bastante animada para o BCP, que chegou a disparar mais de 10% em bolsa, tendo fechado o dia a trepar 9,6% para 0,0171 euros. O banco anunciou ontem uma assembleia geral de acionistas para 9 de novembro para levar em frente a aproximação aos chineses da Fosun e logo esta manhã, na primeira reação no mercado acionista, os títulos não pararam de subir.

A escalada verificou-se até ao encerramento da bolsa, embora as ações continuem a valer pouco, sendo por isso preciso grande variação em percentagem para diferenças mais acentuadas na cotação.

Com a perspetiva de que na reunião magna os acionistas abram a porta ao grupo chinês - já que um dos pontos de trabalho é aprovar o aumento do limite de votos na instituição dos atuais 20% para 30% - será uma forma de dar resposta a uma das condições que os chineses impuseram para investir no banco liderado por Nuno Amado. A outra é o aumento do número máximo de administradores, que também deverá receber luz verde. 

No início do mês,  presidente executivo do BCP, Nuno Amado, acreditava no sucesso da negociação.

(A negociação com a Fosun) tem algumas pré-condições nas quais se está, neste momento, a trabalhar e a negociar. Vejo isso com naturalidade. Espero que sejam bem sucedidas e não vejo razão para que não sejam", disse Nuno Amado, em declarações aos jornalistas, à margem do  XXVI Encontro de Lisboa entre os bancos centrais dos países de língua portuguesa.

A 30 de julho, o BCP recebeu uma carta da Fosun, com uma proposta firme para subscrever um aumento de capital reservado unicamente a sia um preço não superior a 0,02 euros por ação. A Fosun passaria a deter, inicialmente, 16,7 % do capital do banco, podendo subir a participação, através de operações em mercado secundário ou de aumentos de capital, para entre 20 a 30%.

PSI20 em alta suportado também por outras cotadas

O BCP foi a estrela da sessão no índice de referência PSI20, que ganhou 1,71% esta terça-feira. No entanto, também outras empresas ajudaram a suportar Lisboa, embora com subidas mais ligeiras em percentagem.

Caso dos CTT, que cresceram 2,17% para 6,028 euros, da Jerónimo Martins (1,88% para 16,26 euros) e da Galp Energia (1,83% para 12,51 euros).

No vermelho, apenas três cotadas: a Mota Engil, que caiu 1,7% para 1,82 euros; a Sonae Capital, a deslizar 0,15% para 68 cêntimos e o BPI, com um recuo muito ligeiro, sem seguir o sentimento do BCP (0,09% e com cada título a valer agora 1,128 euros).